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Palavras do Grão-Mestre Geral, Soberano irmão Múcio Bonifácio Guimarães

Palavras do Grão-Mestre Geral, Soberano irmão Múcio Bonifácio Guimarães

19 setembro 2018

Começo agradecendo ao Grande Arquiteto do Universo, aos Irmãos e à minha família pela oportunidade de receber a missão de dirigir, juntamente com fraterno Ademir Candido da Silva, à potência Maçônica que juramos fidelidade que é o Grande Oriente do Brasil.

Começo, também relembrando importantes fatos históricos do surgimento da Maçonaria Brasileira e do Grande Oriente do Brasil.

Em 1815, foi fundada a Loja “Comercio e Artes” no Rio de Janeiro, fechada em março de 1818 por alvará que proibia o funcionamento de sociedades secretas, sendo reinstalada em 1821 pelo o ilustre brasileiro Ir\ Joaquim Gonçalves Ledo. Ali se aconteceriam importantes fatos da nossa história. Além da transformação do Brasil de reino unido de Portugal e Algarvés, muitas mudanças iam aqui ocorrendo, sobressaindo-se a expansão do nosso comércio, mas a principal era a expansão da consciência da nacionalidade Brasileira.

São inúmeras as participações da Maçonaria no contexto histórico do Brasil. Senão vejamos: a libertação dos escravos, um papel relevante na missão de luta pelos direitos das pessoas humanas, de batalhar pela liberdade. Na abolição da escravatura registrou se a predominância de Maçons como Visconde de Rio Branco, José do Patrocino Joaquim Nabuco, Eusébio de Queiroz, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Cristiano Otoni, Castro Alves, e muitos outros.

A independência do Brasil foi programada em 22 de agosto de 1822, no Grande Oriente do Brasil. Ninguém ignora que o Brasil já estava desligado de Portugal, desde  09 de janeiro de 1822 o dia do fico. E o fico foi um acontecimento Maçônico, dirigido por José Joaquim Rocha, que com um grupo de maçons patriotas, fundou o clube da resistência, o verdadeiro organizador do dia do fico.

A proclamação da república foi um significativo evento maçônico. O primeiro Ministério da República, sem exceção de um só Ministro, foi constituído de maçons. É que o Ministério foi organizado por Quintino Bocaiúva, que havia sido Grão Mestre.

Pois bem, a visão do passado demonstra a todos maçons brasileiros, a preponderante missão de continuar contribuindo como futuro da nação brasileira.

O Grande Oriente do Brasil tem comprometimento histórico com nossa Pátria, especialmente com o objetivo de estimular a consciência da nacionalidade brasileira, como já aconteceu por ocasião da independência do Brasil. Numa visão de futuro, seguramente a inclusão no debate nacional para a conscientização da família maçônica em relação aos temas políticos e sociais,   é um desafio a ser colocado na agenda da maçonaria brasileira. 

O momento preocupante por que passa nosso País tem sido a tônica da discussão no âmbito da sociedade brasileira, em especial, pelos maçons. A corrupção sistêmica instalada no País é um flagelo a ser combatido. O desprezo pelo civismo, é outra preocupação que se reflete nas escolas brasileiras, por conta da ausência de inserção de culto ao civismo nos currículos escolares. Também, nas escolas, não se observa o cumprimento de Lei Federal que determina a prática de entoar o Hino Nacional, pelo menos uma vez por semana. Temos, pois, que resgatar importantes aspectos para motivar a consciência da nacionalidade brasileira e estimular o fiel cumprimento da Lei, não permitindo que interesses coletivos sejam sepultados por aspectos de vantagem pessoal.  Em suma, propugnamos pela revogação da “Lei de Gérson”.

Se no passado, a trilogia da revolução francesa incorporou os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade, no presente temos que associar outros conceitos como liberdade, igualdade e dignidade. É essencial que os maçons se preocupem com o resgate da dignidade no seio da sociedade brasileira.

A profundidade da crise Política e ética, ameaça desviar o País da rota de progresso com justiça social. O desenvolvimento deve ser um fator que objetive melhorar a vida das pessoas. Daí que dignidade é uma máxima que devemos incluir nas ações maçônicas em favor da população brasileira.

A crise que estamos vivenciando também significa uma chance única para reconstrução do Brasil. É um imperativo apostar na renovação de valores na política e no aprimoramento da democracia. O Brasil tem profundas potencialidades. Cada vez mais, presenciamos uma crise na democracia representativa. A tecnologia está revolucionando o papel do cidadão, nas decisões nacionais. Temos que produzir uma agenda positiva para o Brasil.

Não podemos nos debruçar nas glórias do passado e constatar o caos em que vive o Brasil nas mais variadas áreas da sociedade.

Na gestão que iremos iniciar no Grande Oriente do Brasil, entre outros princípios, vamos acolher a discordância, como forma de obter importantes ações de aprendizado e aprimoramento.

A concordância faz com que permaneçamos estacionados. A discordância sadia faz com que cresçamos. Já ensinava Paulo Freire, que acolhia seu interlocutor, colocando a mão no seu ombro e estabelecia uma ligação e, assim, estimulava o crescimento do outro e de si mesmo. Depois, Paulo Freire, se fosse o caso, discordava, sempre aberto a acolher a discordância do outro, e, portanto a aprender com ele.

 

Múcio Bonifácio Guimarães

Grão-Mestre Geral do GOB

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