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As Religiões Devem Conviver em Paz

As Religiões Devem Conviver em Paz

24 novembro 2013

“União, respeito e compreensão são valores fundamentais para uma sociedade viver em harmonia. Em um Estado com tamanha pluralidade como o nosso, é importante lembrar  que cada ser humano tem o direito, garantido por lei, de manifestar sua fé e propagar sua crença sem sofrer nenhum tipo de preconceito ou discriminação. Neste Novembro Negro, o Governo da Bahia mais uma vez se une aos baianos e a todos os religiosos para reforçar o compromisso de assegurar estes direitos, lutar pela liberdade de crenças e ressaltar que a intolerância religiosa é crime”.

Esta é a mensagem que o Governo da Bahia, Sepromi e religiosos comprometidos com os princípios de paz e união querem passar para a sociedade baiana neste Novembro Negro 2013. Com este lema, a campanha – desenvolvida com o apoio de líderes religiosos de diversos segmentos – entrou no ar em televisões, spots de rádio, outdoors espalhados pela cidade e anúncios em jornais baianos.

Nas imagens que compõem a campanha, estão líderes religiosos que representam diversas religiões. O Espírita José Medrado, do Centro Cidade da Luz; a Ialorixá Jaciara Santos, do terreiro Axé Abassa de Ogum; o Padre Lázaro, da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; a Makota Valdina Pinto; e o Pastor Djalma Torres, que pastoreou várias igrejas e tem um histórico de luta pela igualdade, liberdade e respeito ao próximo. A campanha, além de informar que a  união, a paz e a compreensão são fundamentais para uma sociedade viver em harmonia, destaca ainda que existe na Bahia a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, lançada no início deste ano.

Centro  - A rede é um conjunto de ações com o propósito de combater a discriminação racial e a intolerância religiosa, por meio da criação do centro integrado formado por representantes de 20 entidades do poder público e da sociedade civil, que vão orientar as vítimas do racismo, e vai funcionar na Avenida Sete de Setembro, no Prédio da Fundação Pedro Calmon, no centro de Salvador. O Centro está em fase de finalização e será inaugurado este ano.

O secretário Elias Sampaio explicou que no local as denúncias serão ouvidas e encaminhadas pelos representantes aos órgãos e entidades que trabalham no combate à discriminação racial como delegacias, Ministério Público e órgãos federais. “Todas as denúncias podem ser formalizadas no centro. A rede vai ser uma porta de entrada para todas as denúncias e os crimes que ocorram e, a partir daí, vamos otimizar as ações contra o racismo e contra a intolerância religiosa”.

Integração -Entre as ações desenvolvidas pela Rede estão o fortalecimento das organizações da sociedade civil que prestam serviços de acompanhamento e atendimento às pessoas; integração e compartilhamento de banco de dados das organizações articuladas na Rede para recebimento de denúncias, acompanhamento de casos e divulgação de informações sobre racismo e intolerância; e estímulo à produção acadêmica e formação de agentes multiplicadores do conhecimento sobre legislação antirracista e anti-intolerância religiosa.

“A Rede é mais um passo, pois não é a primeira vez que realizamos ações de combate ao racismo e à intolerância religiosa. É uma ferramenta poderosa para aprofundamento das ações”, afirmou o governador Jaques Wagner.

Luta antiga do Movimento Negro

A luta contra a intolerância religiosa é antiga por parte do Movimento Negro e demais movimentos sociais, e, nos últimos anos, diversos casos de injúria, racismo, discriminação e preconceito com religiões de matriz africana vieram à tona na imprensa. Um deles ocorreu neste mês de novembro, em Lauro de Freitas, quando um pequeno grupo de evangélicos que ocupavam o Centro de Referência da Cultura Afro cobriram imagens de orixás com panos e viraram quadros, com imagens que representam a religião de matriz africana, contra a parede.

Por causa de situações como estas, o Governo da Bahia e a Sepromi resolveram tratar deste assunto e mostrar que apenas com União e Paz, e extiguindo o radicalismo entre todos é possível ter uma sociedade harmoniosa. O pedido para que a campanha tratasse do assunto foi feito pela Makota Valdina Pinto, do Terreiro de Candomblé de Angola, Tanuri Junsara, e aceito de prontidão por dezenas de religiosos, que compreendem que somente com a liberdade de crenças e o respeito a quem não é religioso, é possível construir uma sociedade do bem.

Ativista política, educadora e professora aposentada há mais de 50 anos, Makota Valdina Pinto fez o pedido após, durante todos os seus anos de luta pela liberdade de crença, perceber que a intolerância religiosa tem aumentado consideravelmente no Brasil. “Este é um assunto que precisa ser tratado abertamente. Precisamos fortalecer que todos nós, todos os religiosos, tem que conviver em paz  e ter o direito de propagar sua fé sem que sejam rechaçados”, disse.

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